Sobre a morte do MC Daleste e o que provocou em uma parte da sociedade:
Muitos comemoram a morte porque Daleste fazia apologia, muitas vezes direcionada ao crime como "matar os polícia é a nossa meta", mas não era apenas isso que incomodava, o simples fato de ser uma manifestação cultural das favelas para eles já era motivo de desprezo. Todo esse desprezo com a periferia me tira do eixo, sendo que quem mora aqui não deixa de ser cidadão com os mesmos deveres e direitos como de todos os cantos da cidade. Mas infelizmente até luz e água aqui falta, sendo que é difícil faltar no centro de São Paulo.
Ações políticas voltadas a periferia como o Programa VAI, que apoia artistas daqui, também foram menosprezadas, já há tanta invisibilidade pra cá, retirar isso o que sobra é pouco. Fica o convite desses grupos de pessoas conhecerem, fazer parte do dia a dia das pessoas que aqui moram, frequentar a saúde pública, educação pública, espaço público... E assim irão me entender.
Talvez a voz do Jardim João XXIII seja um discurso sem foco, um som de volume baixo soando como um ruído. Todo esse ajuste é controlado pelas autoridades, que para eles não tem prioridade ou seja, visto de uma forma injusta.
Bárbara Bandeira

Achei foi pouco para esse otário. Tinha que morrer mesmo.
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