Poesia feita baseada no CD de Erico Santos!
Eu vi um bonde de malucos falando de amor
Até o bonde das maravilhas nos hipnotizou
A gente vem lançando um jeito novo (de dicas de amar), a nova sensação!
E pra começar, chamo a Carol do Popozão:
(Cola a bunda no chão e preste atenção no que ela vai falar!)
- Minha cara amiga, não chore por ele se ele nunca te amou!
Você sorriu, você sofreu e ele? Jamais ligou.
Quantas vezes vi você na solidão?
Só desilusão!
Ele não te quis!
Queridinha vá ser feliz!
Ohhhhh Ohhhhhh Porque o amor faz assim?
Olhe o que ele faz contigo e comigo! Ahhhhhhhhh Lek lek lek lek lek <3
A pedido dos novinhos ela vem representando!
Thaisa Maravilha! O que tem para nos ensinar?
- Quando o sonho acaba, sufocando a alma.
Fica fácil se perder e aonde encontrar esse ser?
Olhe nos olhos de quem não te vê e pergunte:
- Aonde foi que eu errei?
Oh cara de relógio Paraguai, tênis do camelo
Faça- me o favor!
Pra ela jure todo o seu amor!
Eu não sei te esquecer
Estou apaixonada por um ser que o nome eu nem sei dizer
Kaith deslizando, chega acende a luz que a festa vai começar
Mostra pra esse povo como fazer o novinho pirar?
Meu quadradinho de oito já não funciona mais
Kaith me disse palavras, que não esqueço jamais
- Vou ensinar uma simpatia:
Corra na areia da praia e bata com o bumbum na água!
Gire gire pra um lado, gire gire pro outro!
Pegue o passinho do volante e veja o baile todo!
Espere sentada até o seu amor chegar
Se não der certo, vá dançar!
E pra completar essa aula de sedução
Chamo as Irmãs Metralhas, com um jeito novo. Ah que emoção!
Que vão ensinar dicas de coração!
- Ande nos trilhos do metrô.
Ou vá a pé do Rio até Salvador! (Sorrisinho fazendo o sete nas mãos)
Ahhhh le lek que emoção
Esse bonde das maravilhas, na lição da Sedução!
Agora eu vim dizer
E os meus pecados esclarecer
Mãe cheia de graça, amor que abraça
Me chame de filha, ilumine meu caminho
Maria mãe da igreja!
Eu quero um pedaço de pecado
Me exorcise com sua água benta
Mãe, mãe, mãe Maria Nossa Mãe!
Me perdoe!
Eu já fui traída com a Patricinha loira do olho azul
Pela Rainha do Rodeio
Mas eu amo o negão da zona sul! <3
espaço de registro, memória e compartilhamento das percepções individuais e coletivas vivenciadas no decorrer do processo de criação do projeto XXIII Vezes João - São Paulo/2013
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Sequência Coreográfica: Aline Batista.
Começa em pé e vai desenrolando a coluna iniciando pela cervical, mantendo-a reta. Quando chegar na metade do caminho faz uma curva (um C) até ficar agachada. Mantém cabeça e braços bem pesados. Ficou agachada vai pra frente com as mãos e deixa o corpo estendido (Como se fosse fazer flexão de braço). Tronco vira pro lado (qualquer um) e levanta o braço e a cabeça acompanha o braço. Olhe pra cima. Depois faça o mesmo procedimento com o outro lado. Repita esse movimento por quatro vezes. Pare novamente na posição de flexão com os braços e volte encolhendo pernas e coluna. (posição de bolinha). Movimente os braços na lateral de seu corpo e quando o mesmo chegar á frente de sua cabeça levante a coluna. (E mantenha-se sentada sobre as pernas flexionadas). Faça um movimento de pêndulo lateral. Balance a coluna pro lado esquerdo, volte ao centro e jogue a coluna pro lado direito. Em seguida, estenda as pernas e deite no chão. Suba com um dos joelhos flexionados como se estivesse se segurando em algo para se levantar. Algo que você tenha que fazer força. Deite ao chão novamente, "estrela": passe os braços por trás da cabeça, corpo acompanha (Aquele movimento que sempre fazíamos na aula da Tati). Suba uma perna, suba outra. Vai desenrolando a coluna, cabeça é a última que chega. Balance o pescoço pra um lado pro outro. Balance o ombro pro lado e pro outro. E pare em pé do mesmo jeito que iniciou a sequência.
sábado, 27 de julho de 2013
Erico.
(Direções: o que achar melhor, depende de como quem estar
olhando se encontra)
Respira fundo. (Abismo com um balanço)
Abaixa a cabeça, em relação ao chão (relaxa pescoço, cabeça
e coluna)
Desce respirando e soltando o som, de um lado para o outro.
Desce Ísquio - Cócoras
Estende os braços a frente e respira
Anda com as mãos, volta em dois tempos
Anda com as mãos, encosta o corpo (parte ventral – barriga no
chão) ao chão.
“Alonga” – hiperestende a coluna, olha para o céu lado esquerdo
Quando volta ao chão arrasta o corpo um pouco para traz
utilizando os braços como alavancas.
“Alonga” – hiperestende a coluna, olha para o céu lado direito
Volta para cócoras
Cai para traz e dar um grito (baixo e rápido)
Deita.
Sobe pelo topo da cabeça (inspira)
Desce, soltando o ar e o som
Pendulo direito e pendulo esquerdo – rápidos com um tempo
cada fazendo: (ahh shhh) – cachoeira
Pendulo direito
Bolinha
Fica de joelhos, cai dos joelhos e circundução do pescoço
com a coluna. (coluna encolhe e estende)
Cai ao chão, deita
Pendulo esquerdo
Bolinha
Joelhos, cai dos joelhos e circundução do pescoço com a
coluna
Cai ao chão, deita (decúbito dorsal – costas no chão) e vira
(decúbito ventral – Barriga para o chão)
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Doce lar doce lar.
Doce lar doce lar.
Doce, quando se fala em minha infância em João XXIII vem
doce em minhas lembranças. Doce de amendoim, geleias, pirulitos, geladinhos,
balas, kinder ovo. Putz! Kinder ovo era um real. Lembro que minha mãe deixava separada a grana do pão e do doce. Moedinhas valiosas.
Doce vida.
Doce lar.
Doces.
A responsabilidade e o crescimento salga a vida, deixa mais
azeda também. Por isso em: Qual é o seu sonho? Meu sonho era ter uma
bomboniére.
segunda-feira, 15 de julho de 2013
De Manhã
O pássaro canta triste
Embaixo do seu leito de morte,
Árvore destruída
Foto: Erico Santos
O ar que se respira é diferente. Dias de fumaça, dias pra se encher o pulmão
Bárbara Bandeira
domingo, 14 de julho de 2013
Sequencia+voz=corpo vivo.
Apesar das dificuldades, o corpo utilizado totalmente, com movimentos e sons fica muito mais vivo, esta mais presente tanto individualmente como no coletivo. É como se ele falasse mais alto e mais forte.
Mas como discutido em aula/encontro, isto se torna difícil, também me sinto com “vergonha” não sei se é esta a palavra, mas acho que é a que mais cabe. Talvez para eu dançar mudo era tão significativo que hoje quando tento colocar até um simples murmúrio ou respiração trava, não sai e não cola. Como se os dois não se juntassem.
Depois de um tempo consigo “colar” um ou dois movimentos, copio de alguém às vezes, pois parece colar melhor, assim não preciso pensar tanto. Me solto, e saí. Os estudos ajudarão agora. Ainda com a respiração andando junto, acho que fica um pouco mais fácil. E não pensando, pois pensar vai para o “cabeção” e acaba não saindo nada.
Só tempinho e estudos.
sexta-feira, 12 de julho de 2013
MC Daleste: comemoração na morte?
Sobre a morte do MC Daleste e o que provocou em uma parte da sociedade:
Muitos comemoram a morte porque Daleste fazia apologia, muitas vezes direcionada ao crime como "matar os polícia é a nossa meta", mas não era apenas isso que incomodava, o simples fato de ser uma manifestação cultural das favelas para eles já era motivo de desprezo. Todo esse desprezo com a periferia me tira do eixo, sendo que quem mora aqui não deixa de ser cidadão com os mesmos deveres e direitos como de todos os cantos da cidade. Mas infelizmente até luz e água aqui falta, sendo que é difícil faltar no centro de São Paulo.
Ações políticas voltadas a periferia como o Programa VAI, que apoia artistas daqui, também foram menosprezadas, já há tanta invisibilidade pra cá, retirar isso o que sobra é pouco. Fica o convite desses grupos de pessoas conhecerem, fazer parte do dia a dia das pessoas que aqui moram, frequentar a saúde pública, educação pública, espaço público... E assim irão me entender.
Talvez a voz do Jardim João XXIII seja um discurso sem foco, um som de volume baixo soando como um ruído. Todo esse ajuste é controlado pelas autoridades, que para eles não tem prioridade ou seja, visto de uma forma injusta.
Bárbara Bandeira
Gás!
Umas perguntas que minha mãe me fez hoje e que a gente poderia explorar:
- Porque a música do gás é tão triste? Me lembra alguém... Quem?
As músicas do gás carregam uma leve sintonia de tristeza... Por uns momentos você para e sente aquela nostalgia, depois o carro vai embora e você fica por alguns instantes com essa sensação. Agora está passando outro carro, com uma música mais alegre. Nossa que louco isso! :D
- Porque a música do gás é tão triste? Me lembra alguém... Quem?
As músicas do gás carregam uma leve sintonia de tristeza... Por uns momentos você para e sente aquela nostalgia, depois o carro vai embora e você fica por alguns instantes com essa sensação. Agora está passando outro carro, com uma música mais alegre. Nossa que louco isso! :D
As diferentes músicas dos auto falantes dos automóveis que vendem os botijões de gás reverberam de modos diferentes em nossos corpos, ouvidos, coração!
Fora que o tem o caminhão de cândida, da pamonha, o vendedor de peixe (Que não dá para entender nada do que ele fala rsrs) e muitos outros.
A Liquigás me desejou bom dia! :D Obrigada rsrs
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Uma pergunta que move, envolve, contagia pela inviabilidade da resposta e, ao mesmo tempo faz soar um milhão de possíveis gritos.
O corpo grita. Sugere muitos caminhos, gestos, sussuros...
De um gemido envergonhado à um berro alucinado!
De um assobio cantarolante à um latido ensurdecedor.
Cada canto canta um canto.
Música!
Os ouvidos estão cegos.
Um silêncio noturno, com carinho.
Os ouvidos continuam cegos.
Reverberar essa dúvida como uma onda sonora que se alastra e mobiliza os tímpanos, o corpo.
Um onda visível pregada em cada beco, viela, parede, orelhão, calçada, poste, buraco, pedra, degrau, árvore, ralo, cachorro, lixo, ombros, joelhos, cabeça, coluna, coração...
Vamos espalhar essa frase pelo João XXIII?
terça-feira, 9 de julho de 2013
Respiração, (res)Piração, respirAÇÃO
Respiração!
Vinda de expirações e inspirações. Digo, o que nos move de
dentro para fora e de fora para dentro. Como dançar pensando em respirar, mas
para que pensar em respirar? Somos humanos e muito mais que viver primeiramente
respiramos. Tudo bem, digo mais ainda, essa tal de respiração nos move, nos
direciona, nos diz como estamos. Na dor, na alegria, no medo, no prazer, no
amor, na adrenalina... Ela muda.
Cansei, corri tanto que cansei. Acredito que não cansei de
respirar, mas de tanto respirar me cansei. Respirei, inspirei, entalei.
Esta falta de ar me vem, e corre, e cansa. Meu corpo pede
chão, colado no chão parece me acomodar tanto, que logo a afobação vai embora,
pronto para outra partida.
A respiração é uma (re)novação, sai e entra e cada entrar e
sair dela coisas novas vem e coisas velhas se vão. Acredito que a minha
inspiração é poder estar vivo e respirar com vontade cada momento em que me
percebo e me sensibilizo.
E assim mais presente ela ficará, pois hoje em dia não
sabemos nem respirar. (rsrs)
domingo, 7 de julho de 2013
Corpo ao Limite!
Um fato que tem me chamado a atenção nos encontros do Vocacional Dança com Isis Andreatta, é o quanto meu corpo sente-se ao limite, muito cansaço, o corpo fica tão fadigado ao ponto de não ter mais de onde tirar energia para movimentar-se, mas isso é muito interessante, pois é uma oportunidade de descobrir os meus limites, os locais que são mais frágeis e etc.
O processo do "Jogo de Bola" está me instigando. É muito complexa a ideia de dançar jogando com a bola (pelo menos para mim) e esse processo de descobrir a dança no futebol, é muito rico, é levar o cotidiano, os lugares inadançaveis a serem habitados pela dança.
Para começar a escrever nossas memórias no blog, eu começo pelas memórias doloridas de meu corpo! rs
O processo do "Jogo de Bola" está me instigando. É muito complexa a ideia de dançar jogando com a bola (pelo menos para mim) e esse processo de descobrir a dança no futebol, é muito rico, é levar o cotidiano, os lugares inadançaveis a serem habitados pela dança.
Para começar a escrever nossas memórias no blog, eu começo pelas memórias doloridas de meu corpo! rs
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Começando...
Queridos, para inaugurar esse espaço de troca entre nós gostaria de postar um poema que gosto muito e que se relaciona bastante com o desejo de trabalhar em grupo e o mergulho em um processo criativo em que nunca sabemos exatamente onde vamos chegar... literalmente uma queda no abismo!
Vamos cair caindo!!!!!
Vamos cair caindo!!!!!
cair
de vão em vão
como um
pássaro que cai para morrer
e de
súbito sente que vai voar voando.
cair
de chão em chão,
como
um antipássaro que se enrola em sua antiqueda
os
espaços compactados de onde não se cai.
cair
de linha em linha
até
se abandonar de sua trama
e
cair na abertura desnuda da forma.
cair
de vida em vida,
porém
em seu interior,
até
que nos retenha como um corpo maciço
a
síntese de ser.
E
então dar um salto na queda
e
continuar caindo.
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