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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

poema da Vavá

É um tiro mirando na minha garganta
Estou gritando agora, mas me parece que não me pode ouvir
A esperança e o sentimento mais puro ainda
está ali dentro de mim
Será que não consegue me ouvir?
Sinto minhas mãos soarem frio, tremendo
Sinto medo e engulo seco
Estou sangrando
É obscuro e sombrio aqui
E você ainda não veio me salvar

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Uma História entre ela(eu da história) e ele.

Inspirado nas músicas selecionadas por Bárbara Bandeira.

O poeta do dia: As folhas secas vão caindo. Quero te ver andar sorrindo. Te ver passar é me ver mais feliz, sorriso me encantou. Sorriso estampado. Só espero o seu amor. O teu olhar não me deixa mentir. Vou te dizer a coisa certa.

Artista (des)conhecido

Olha só que cara estranho que chegou,
Parece não achar lugar no corpo que Deus lhe encarnou,
tem tudo sempre em mãos
Ontem meia noite me botou para fora de casa.
Colocou minhas Roupas no portão
Eu disse: - O campo de batalha cheira a morte oh oh oh. No campo de batalha a morte é mais forte, vais matar a quem não te faz nada. Em favor de que?
Ele disse: - É fundamental gerar consciência. Ninguém nasce imune. Se livre das más influências.
Eu disse: -Eu tenho minhas ideias não posso ficar calada,
Uma luta sem arma de fogo, violência não vai adiantar.
Cada homem uma tropa. Está na hora de acordar. (Revolução mental).
E sabe de uma coisa: Já to cheia de tesão e cada vez eu quero mais.
O bonde passou as novinhas observou,
Ai que eu te pergunto, da onde vem esta novinha?
Essa mina é uma riqueza. Vish não tem quem não olha.
Um, Dois, Três, Quatro
E pra ficar maneiro eu jogo o clima lá no alto.
Chamo o bonde das maravilhas que é a nova sensação.
Colo a bunda no chão. Giro o bumbum, deslizo, fico de pernas pro alto.
Faço quadradinho de oito.
Encontrei ele e disse:
- Eu queria tanto encontrar uma pessoa como eu.
Você precisa procurar achar o que você perdeu.
Ele disse:
-Vou dormir lá em cima na casa das prima.
As melhores meninas.
Verdadeiro cabaré tem Whisky do bom.
Vodca ou água de coco pra mim tanto faz, e cada vez eu quero mais.
Eu disse: - Eu quero ouvir você gemer.
Alto em cima, alto em cima, em cima, em cima
Ele disse: - É morena, está tudo bem.
Pra nós todo o amor do mundo.
Eu prefiro assim juntinho de você.
Esperei-te e te espero
E ele Falou pras primas:
-24 horas esperando ela e ela nem ai.
Não to nem ai. Mas se ela pedir perdão perdoo, não to nem ai. Eu volto pra ela, pra quem quiser não to nem ai. No camarote ela dança pra mim. No camarote ela desce. Gosta de funk, de samba e adora um reggae.
Por ela até ingrêis vai:
I don't ever want to feel
Like I did that day
Take me to the place I love
Take me all the way

...

Eu queria tanto encontrar e encontrei alguém como eu!

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Partitura de Valesca Ferraz

Partitura de Valesca Ferraz

A sequência inicia-se deitada, como uma estrela de cinco pontas, começo uma respiração bem profunda para me concentrar e procuro me perceber no chão.
Como já disse começo deitada, viro para o lado direito fazendo uma bolinha com meu corpo com as minha mãos faço uma força para dar uma levantada, do quadril pra cima vou para a frente e dou uma olhada com bastante firmeza e volto a deitar, e esses mesmos movimentos acontecem ao lado esquerdo. Deitada novamente como uma estrela de cinco pontas, começo a tentar ficar sentada começando pela cabeça, depois disso vou para direita e esquerda fazendo o movimento de pendulo.
Vou para cocorás e levo meu ísquios lá pra cima, depois vou desenrolando minha coluna até chegar no plano alto com as minhas mãos lá em cima levo elas para baixo e cima enrolando e desenrolando a coluna, e por ultimo dou uma torcida na coluna para direita e esquerda juntos com as mãos fechando e abrindo.
Meus movimentos fica no mesmo do sempre no espaço.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Partitura de movimentos!

Partitura de Movimentos - Por Bárbara Bandeira. 

Inicia-se a sequência em pé e uma respiração profunda (preparação cênica), o intérprete respira fundo e começa a balançar os músculos, membros inferiores, superiores e coluna, dando curtos pulos, distante e de costas para o público. Sentado, com as pernas flexionadas e pés juntos (perna de índio), o olhar deverá estar voltado ao público.

Os joelhos flexionados ficam voltados para o mesmo lado e com impulso do tronco eles se direcionam ao lado oposto que antes estavam, até tornar um movimento também pertencente do tronco. O ísquio entregue a perna, o braço estendido á frente da cabeça, dedos tocando o chão e a mão apoia no chão arrastando as pernas para a frente, flexionando os joelhos e jogando a cabeça para trás, coluna acompanha movimento da cervical, expansão e recolhimento.

A Favela. Por: Bárbara Bandeira.


Tá vendo aí?

Vem representando
A favela, viela,
beco escuro e rua de terra
Na humildade, peraí...

Leia um livro,
Mas ela só vai
Ver o bonde de 'motão a mil'

Bombeta e moletom marrom,
Quando enquadram os pretos é só tapa na cara

Minha palavra vale um tiro, tenho muita munição
Eu vou ser mais
As estrelas me dão paz e os covardes tampam minha visão
Eu vou ser mais...

PREPARA, PREPARA, APONTAR, FOGO!


Inspirada no CD de Valesca Ferraz.
Por: Bárbara Bandeira.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Dicas de Sedução!

Poesia feita baseada no CD de Erico Santos!

Eu vi um bonde de malucos falando de amor
Até o bonde das maravilhas nos hipnotizou
A gente vem lançando um jeito novo (de dicas de amar), a nova sensação!
E pra começar, chamo a Carol do Popozão:
(Cola a bunda no chão e preste atenção no que ela vai falar!)

 - Minha cara amiga, não chore por ele se ele nunca te amou!
Você sorriu, você sofreu e ele? Jamais ligou.
Quantas vezes vi você na solidão?
Só desilusão!
Ele não te quis!
Queridinha vá ser feliz!

Ohhhhh Ohhhhhh Porque o amor faz assim?
Olhe o que ele faz contigo e comigo! Ahhhhhhhhh Lek lek lek lek lek <3

A pedido dos novinhos ela vem representando!
Thaisa Maravilha! O que tem para nos ensinar?


- Quando o sonho acaba, sufocando a alma.
Fica fácil se perder e aonde encontrar esse ser?
Olhe nos olhos de quem não te vê e pergunte:
- Aonde foi que eu errei?
Oh cara de relógio Paraguai, tênis do camelo
Faça- me o favor!
Pra ela jure todo o seu amor!

Eu não sei te esquecer
Estou apaixonada por um ser que o nome eu nem sei dizer
Kaith deslizando, chega acende a luz que a festa vai começar
Mostra pra esse povo como fazer o novinho pirar?
Meu quadradinho de oito já não funciona mais
Kaith me disse palavras, que não esqueço jamais

- Vou ensinar uma simpatia:
Corra na areia da praia e bata com o bumbum na água!
Gire gire pra um lado, gire gire pro outro!
Pegue o passinho do volante e veja o baile todo!
Espere sentada até o seu amor chegar
Se não der certo, vá dançar!

E pra completar essa aula de sedução
Chamo as Irmãs Metralhas, com um jeito novo. Ah que emoção!
Que vão ensinar dicas de coração!

- Ande nos trilhos do metrô.
Ou vá a pé do Rio até Salvador! (Sorrisinho fazendo o sete nas mãos)

Ahhhh le lek que emoção
Esse bonde das maravilhas, na lição da Sedução!

Agora eu vim dizer
E os meus pecados esclarecer
Mãe cheia de graça, amor que abraça
Me chame de filha, ilumine meu caminho
Maria mãe da igreja!
Eu quero um pedaço de pecado
Me exorcise com sua água benta
Mãe, mãe, mãe Maria Nossa Mãe!
Me perdoe!
Eu já fui traída com a Patricinha loira do olho azul
Pela Rainha do Rodeio
Mas eu amo o negão  da zona sul! <3

Sequência Coreográfica: Aline Batista.


Começa em pé e vai desenrolando a coluna iniciando pela cervical, mantendo-a reta. Quando chegar na metade do caminho faz uma curva (um C) até ficar agachada. Mantém cabeça e braços bem pesados. Ficou agachada vai pra frente com as mãos e deixa o corpo estendido (Como se fosse fazer flexão de braço). Tronco vira pro lado (qualquer um) e levanta o braço e a cabeça acompanha o braço. Olhe pra cima. Depois faça o mesmo procedimento com  o outro lado. Repita esse movimento por quatro vezes. Pare novamente na posição de flexão com os braços e volte encolhendo pernas e coluna. (posição de bolinha). Movimente os braços na lateral de seu corpo e quando o mesmo chegar á frente de sua cabeça levante a coluna. (E mantenha-se sentada sobre as pernas flexionadas). Faça um movimento de pêndulo lateral. Balance a coluna pro lado esquerdo, volte ao centro e jogue a coluna pro lado direito. Em seguida, estenda as pernas e deite no chão. Suba com um dos joelhos flexionados como se estivesse se segurando em algo para se levantar. Algo que você tenha que fazer força. Deite ao chão novamente, "estrela": passe os braços por trás da cabeça, corpo acompanha (Aquele movimento que sempre fazíamos na aula da Tati). Suba uma perna, suba outra. Vai desenrolando a coluna, cabeça é a última que chega. Balance o pescoço pra um lado pro outro. Balance o ombro pro lado e pro outro. E pare em pé do mesmo jeito que iniciou a sequência. 

sábado, 27 de julho de 2013

Erico.

(Direções: o que achar melhor, depende de como quem estar olhando se encontra)
Respira fundo. (Abismo com um balanço)
Abaixa a cabeça, em relação ao chão (relaxa pescoço, cabeça e coluna)
Desce respirando e soltando o som, de um lado para o outro.
Desce Ísquio - Cócoras
Estende os braços a frente e respira
Anda com as mãos, volta em dois tempos
Anda com as mãos, encosta o corpo (parte ventral – barriga no chão) ao chão.
“Alonga” – hiperestende  a coluna, olha para o céu lado esquerdo
Quando volta ao chão arrasta o corpo um pouco para traz utilizando os braços como alavancas.
“Alonga” – hiperestende  a coluna, olha para o céu lado direito
Volta para cócoras
Cai para traz e dar um grito (baixo e rápido)
Deita.
Sobe pelo topo da cabeça (inspira)
Desce, soltando o ar e o som
Pendulo direito e pendulo esquerdo – rápidos com um tempo cada fazendo: (ahh shhh) – cachoeira
Pendulo direito
Bolinha
Fica de joelhos, cai dos joelhos e circundução do pescoço com a coluna. (coluna encolhe e estende)
Cai ao chão, deita
Pendulo esquerdo
Bolinha
Joelhos, cai dos joelhos e circundução do pescoço com a coluna
Cai ao chão, deita (decúbito dorsal – costas no chão) e vira (decúbito ventral – Barriga para o chão)

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Doce lar doce lar.

Doce lar doce lar.
 
Doce, quando se fala em minha infância em João XXIII vem doce em minhas lembranças. Doce de amendoim, geleias, pirulitos, geladinhos, balas, kinder ovo. Putz! Kinder ovo era um real. Lembro que minha mãe deixava separada a grana do pão e do doce. Moedinhas valiosas.
Doce vida.
Doce lar.
Doces.
A responsabilidade e o crescimento salga a vida, deixa mais azeda também. Por isso em: Qual é o seu sonho? Meu sonho era ter uma bomboniére.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

De Manhã

 
O pássaro canta triste
Embaixo do seu leito de morte,
Árvore destruída
 
 
Foto: Erico Santos
 
 
O ar que se respira é diferente. Dias de fumaça, dias pra se encher o pulmão


 
Bárbara Bandeira

domingo, 14 de julho de 2013

Fim de Tarde.

Fim de Tarde no Jd. João XXIII. Início das lâmpadas e fim do sol.

Sequencia+voz=corpo vivo.

Apesar das dificuldades, o corpo utilizado totalmente, com movimentos e sons fica muito mais vivo, esta mais presente tanto individualmente como no coletivo. É como se ele falasse mais alto e mais forte.
Mas como discutido em aula/encontro, isto se torna difícil, também me sinto com “vergonha” não sei se é esta a palavra, mas acho que é a que mais cabe. Talvez para eu dançar mudo era tão significativo que hoje quando tento colocar até um simples murmúrio ou respiração trava, não sai e não cola. Como se os dois não se juntassem.
Depois de um tempo consigo “colar” um ou dois movimentos, copio de alguém às vezes, pois parece colar melhor, assim não preciso pensar tanto. Me solto, e saí. Os estudos ajudarão agora. Ainda com a respiração andando junto, acho que fica um pouco mais fácil. E não pensando, pois pensar vai para o “cabeção” e acaba não saindo nada.
Só tempinho e estudos.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

MC Daleste: comemoração na morte?

Sobre a morte do MC Daleste e o que provocou em uma parte da sociedade:
 

Muitos comemoram a morte porque Daleste fazia apologia, muitas vezes direcionada ao crime como "matar os polícia é a nossa meta", mas não era apenas isso que incomodava, o simples fato de ser uma manifestação cultural das favelas para eles já era motivo de desprezo. Todo esse desprezo com a periferia me tira do eixo, sendo que quem mora aqui não deixa de ser cidadão com os mesmos deveres e direitos como de todos os cantos da cidade. Mas infelizmente até luz e água aqui falta, sendo que é difícil faltar no centro de São Paulo.

Ações políticas voltadas a periferia como o Programa VAI, que apoia artistas daqui, também foram menosprezadas, já há tanta invisibilidade pra cá, retirar isso o que sobra é pouco. Fica o convite desses grupos de pessoas conhecerem, fazer parte do dia a dia das pessoas que aqui moram, frequentar a saúde pública, educação pública, espaço público... E assim irão me entender.


Talvez a voz do Jardim João XXIII seja um discurso sem foco, um som de volume baixo soando como um ruído. Todo esse ajuste é controlado pelas autoridades, que para eles não tem prioridade ou seja, visto de uma forma injusta.




Bárbara Bandeira

Gás!

Umas perguntas que minha mãe me fez hoje e que a gente poderia explorar:

- Porque a música do gás é tão triste? Me lembra alguém... Quem?

As músicas do gás carregam uma leve sintonia de tristeza... Por uns momentos você para e sente aquela nostalgia, depois o carro vai embora e você fica por alguns instantes com essa sensação. Agora está passando outro carro, com uma música mais alegre. Nossa que louco isso! :D

As diferentes músicas dos auto falantes dos automóveis que vendem os botijões de gás reverberam de modos diferentes em nossos corpos, ouvidos, coração!

Fora que o tem o caminhão de cândida, da pamonha, o vendedor de peixe (Que não dá para entender nada do que ele fala rsrs) e muitos outros. 

A Liquigás me desejou bom dia! :D Obrigada rsrs 

quarta-feira, 10 de julho de 2013



Uma pergunta que move, envolve, contagia pela inviabilidade da resposta e, ao mesmo tempo faz soar um milhão de possíveis gritos.
O corpo grita. Sugere muitos caminhos, gestos, sussuros...
De um gemido envergonhado à um berro alucinado!
De um assobio cantarolante à um latido ensurdecedor.
Cada canto canta um canto.
Música!
Os ouvidos estão cegos.
Um silêncio noturno, com carinho.
Os ouvidos continuam cegos.
Reverberar essa dúvida como uma onda sonora que se alastra e mobiliza os tímpanos, o corpo.
Um onda visível pregada em cada beco, viela, parede, orelhão, calçada, poste, buraco, pedra, degrau, árvore, ralo, cachorro, lixo, ombros, joelhos, cabeça, coluna, coração...

Vamos espalhar essa frase pelo João XXIII?

terça-feira, 9 de julho de 2013

Respiração, (res)Piração, respirAÇÃO


Respiração!
Vinda de expirações e inspirações. Digo, o que nos move de dentro para fora e de fora para dentro. Como dançar pensando em respirar, mas para que pensar em respirar? Somos humanos e muito mais que viver primeiramente respiramos. Tudo bem, digo mais ainda, essa tal de respiração nos move, nos direciona, nos diz como estamos. Na dor, na alegria, no medo, no prazer, no amor, na adrenalina... Ela muda.
Cansei, corri tanto que cansei. Acredito que não cansei de respirar, mas de tanto respirar me cansei. Respirei, inspirei, entalei.
Esta falta de ar me vem, e corre, e cansa. Meu corpo pede chão, colado no chão parece me acomodar tanto, que logo a afobação vai embora, pronto para outra partida.
A respiração é uma (re)novação, sai e entra e cada entrar e sair dela coisas novas vem e coisas velhas se vão. Acredito que a minha inspiração é poder estar vivo e respirar com vontade cada momento em que me percebo e me sensibilizo.
E assim mais presente ela ficará, pois hoje em dia não sabemos nem respirar. (rsrs)

domingo, 7 de julho de 2013

Corpo ao Limite!

Um fato que tem me chamado a atenção nos encontros do Vocacional Dança com Isis Andreatta, é o quanto meu corpo sente-se ao limite, muito cansaço, o corpo fica tão fadigado ao ponto de não ter mais de onde tirar energia para movimentar-se, mas isso é muito interessante, pois é uma oportunidade de descobrir os meus limites, os locais que são mais frágeis e etc.

O processo do "Jogo de Bola" está me instigando. É muito complexa a ideia de dançar jogando com a bola (pelo menos para mim) e esse processo de descobrir a dança no futebol, é muito rico, é levar o cotidiano, os lugares inadançaveis  a serem habitados pela dança.


Para começar a escrever nossas memórias no blog, eu começo pelas memórias doloridas de meu corpo! rs

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Começando...

Queridos, para inaugurar esse espaço de troca entre nós gostaria de postar um poema que gosto muito e que se relaciona bastante com o desejo de trabalhar em grupo e o mergulho em um processo criativo em que nunca sabemos exatamente onde vamos chegar... literalmente uma queda no abismo!
Vamos cair caindo!!!!!

cair de vão em vão
como um pássaro que cai para morrer
e de súbito sente que vai voar voando.

cair de chão em chão,
como um antipássaro que se enrola em sua antiqueda
os espaços compactados de onde não se cai.

cair de linha em linha
até se abandonar de sua trama
e cair na abertura desnuda da forma.

cair de vida em vida,
porém em seu interior,
até que nos retenha como um corpo maciço
a síntese de ser.

E então dar um salto na queda
e continuar caindo.